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sábado, 16 de janeiro de 2010

Meninas


Menina magra de olhos fundos
Sem sol,sem fé, sem futuro
De seios e nádegas e asco e cheiro vagabundo
Menina de um vazio profundo...

Um oco no ego e no estômago
Alimentando a luxúria esdrúxula
Menina sem fada,nem estórias, nem bruxa:

Só monstros e prisões banhadas
Do choro infantil que já nem sai

Só um dia a mais de sobrevivência
Da vida que de vida não possui nada

É século vinte!
Salvem as meninas exploradas...
Edilene Santos (Caçando estrelas-2001)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Em nada creio

Em nada creio
e Deus sabe
o quanto nisso acredito.

Creio como quem morre,
creio como quem sofre,
creio como quem lança um grito.

Em meus poemas, por exemplo,
só creio quando ainda
não estão escritos.

João Andrade