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sábado, 6 de junho de 2009

ULtima Poesia Humana



Um beija-flor pousou na antena
E beijou as próprias penas
Aspirando uma flor que não havia.

O canto do galo ecoou distante
E eu acho que ele sabia...
E temeu o amanhã seguinte
Que não mais anunciaria

Uma última pétala esquecida
Cobriu o último dos mortais
E ela mesma embevecida
Plantou-se pra nunca mais...


Veio o silêncio e a escuridão
Numa saudade infinita
Que se espalhou pelo Universo

Veio a tristeza na amplidão
De tantas galáxias bonitas
Espalhadas por mundos diversos,

E assistiram à calmaria que se instalava
Ante as lágrimas de um olhar perplexo...

(Edilene Santos)









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