segunda-feira, 22 de junho de 2009

Tela cheia


No tempo da máquina de escrever,essa expressão era válida:a síndrome do papel em branco.Aquele momento em que o escritor frente a frente consigo mesmo e com a bendita da máquina não sabia o que dizer ou o que escrever.

Nada de depressão,síndrome do pânico nem falta de talento ou criatividade;apenas aquele vácuo irracional em que as coisas,sabe,aquelas de dentro do cérebro,do coração e da vida,parecem não fazer o menor sentido e escrever passa a ser uma abstração da nossa ridícula condição humana,quase um fardo.

Sempre pensei que o escritor é antes de mais nada um achólogo,ele acha tudo palpita em tudo,sem necessariamente ser técnico nem especialista em nada.Talvez seja esse o seu grande fascínio!Coisa boa é poder divagar despretensiosamente no mundo das letras,sem dramas nem imposições.Ao menos para mim que o faço antes por prazer que por obrigação.

Ainda assim,vez por outra e não sei por que normalmente de madrugada eu me deparo com a tela em branco.Sim,os tempos mudaram, agora é a tela do computador que me olha desafiadoramente como que esperando que eu tome uma atitude.

Após ler e reler todos os emails,varrer o orkut,arrumar álbuns,e buscar convencer a mim mesma que três horas viajando na internet não são em vão...bom...percebo que não há muito o que dizer hoje.

Nesses momentos eu tenho sempre um providencial remédio,um antídoto pro coração e pra alma, um jeito de não deixar passar em branco o meu cantinho poético.

Não há como não ficar feliz,não sorrir diante da genialidade desse ser humano.E é com ele que eu inicio ou fecho toda essa questão.

Há tempo pra escrever e tempo pra ler,pra beber na fonte da sabedoria dos mestres.

Assim,sem nenhuma contra indicação,lá vai o recado do meu ídolo das letras.Fica assim minha tela cheia de vida,minha alma agradecida e plena.


O que faz bem pra minha saúde!

Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem!
Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!
Luiz Fernando Verissímo

2 comentários:

  1. Eu adorei e vou ler quantas veses for preciso pois e muito bom e espero q todos leiam e gstem pq u gostei

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  2. Fico muito feliz.Adoro compartilhar aquilo que me chama a atenção,que me enleva a alma...obrigada.

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