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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Da periferia para o mundo!

Faz um frio terrível esta manhã.Ao menos para mim que não suporto baixas temperaturas.Nunca entendi direito essas pessoas que pagam uma fortuna pra ver neve...brrr
Apesar do frio intenso espero que amanhã seja um dia,ou melhor uma noite, de acaloradas participações poéticas em São Paulo.
Vai acontecer no Memorial da América Latina o I ENCONTRO COM A POESIA URBANA: SARAUS LITERÁRIOS – DA PERIFERIA PARA O CENTRO.
A idéia é levar para o centro pessoas ligadas aos numerosos saraus que se espalham pela cidade de São Paulo,mais precisamente nas áreas de periferia.
As vezes acho estranho definir qualquer de minhas criações ou de quem quer que seja como literatura da periferia.Talvez porque imagino a literatura e principalmente a Poesia como algo acima de qualquer fronteira ou barreira geográfica.No entanto é inegável que a periferia possui identidade,cultura e linguagem própria e que de alguma maneira tudo isso sempre estará refletido na literatura dos escritores considerados"periféricos".
A aproximação maior desses saraus e desses movimentos literários me fizeram enxergar melhor alguma questões.
Sabemos que a Língua é uma Instituição e que toda instituição,dentro do capitalismo, funciona como divisora de classes. Logo, quando a periferia encontra espaços para refletir,produzir textos e criar espaços para verbalizar,expressar-se poeticamente,ela cobra a parte que lhe cabe e o reconhecimento como participante dessa instituição, diminuindo assim um pouquinho dessas margens.
Há muito que presto atenção às sábias palavras do povo que circulam por aí.
De repente fica claro pra mim que "é nois na fita" significa que o "povo lindo, povo inteligente",como diz Sérgio Vaz, também se vê e se sente nas telas,na mídia,ocupando seu espaço.
De repente fica claro também que "é tudo nosso e se não for nóis toma", não siginfica violência, revolução armada mas armar-se de argumentos e de idéias pra impor nosso jeito de falar e tomar nossos acentos, se não nas cadeiras dos imortais, ao menos no reconhecimento de que toda linguagem é nobre.
E não pára por aí não: não são só os periféricos que descobriram e estão demarcando nossa língua, são os índios,os sertanejos, os caipiras,os tupiniquins, sim, com muito orgulho e sem papas na língua!Doa a quem doer.
Quer saber mais,discutir,entender?Vai lá pra ver.Tá feito o convite.


I ENCONTRO COM A POESIA URBANA: SARAUS LITERÁRIOS – DA PERIFERIA PARA O CENTRO
Tem como objetivo conhecer a produção de saraus organizados em vários pontos da cidade de São Paulo e discutir a importância da manifestação dos artistas da periferia, mostrando que ela tem voz e que essa voz também é poética. Para conhecê-la e reconhecê-la como uma autêntica manifestação literária nacional, é preciso não apenas ir à periferia, mas também trazer a periferia par o centro.
PROGRAMAÇÃO -Dia 4 de junho (quinta-feira), das 19h30 às 22hMemorial da América Latina - Biblioteca Latino-Americana Victor CivitaEntrada pelo portão 6

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